1º de Maio também marca história dos brusquenses
O maior e mais antigo sindicato de trabalhadores de Brusque, a Liga Operária Brusquense, foi fundado em 6 de maio de 1933. Marcando a fundação da Liga, que havia sido constituída na madrugada de 1º de maio do mesmo ano, os trabalhadores saíram em passeata pela cidade e dirigiram-se à Igreja Matriz São Luís Gonzaga.
Lá, participaram de uma missa oficiada pelos padres Henrique Baunmeister e Germano Brand, que proferiu a homilia em português e alemão.
As comemorações do histórico 1º de Maio, que completa 77 anos no sábado, tiveram início com a organização do baile dos trabalhadores, articulado por José Walendowsky, Rodolpho Orthamann e Manoel dos Santos.
Liderados por Elpídio Cruz, 50 trabalhadores reuniram-se em 6 de maio seguinte e fundaram o “Syndicato”, que teve reconhecimento governamental em 22 de junho, com o texto: “O ministro de Estado do Trabalho, Indústria e Comércio, em nome do chefe do governo provisório da República dos Estados Unidos do Brasil, faz saber a quantos esta carta virem que, atendendo ao que requere o Syndicato dos Operários em Fiação e Tecelagem, com sede em Brusque, Estado de Santa Catarina, resolve aprovar os respectivos estatutos e reconhecê-lo como sindicato profissional, nos termos do artigo 2º do decreto 19.770, de 19 de março de 1931. E, para firmeza de tudo, mandou passar a presente Carta que vai por ele assinada. Rio de janeiro, 22 de junho de 1933. (ass.) Joaquim Pedro Salgado Filho”.
A primeira greve de trabalhadores, após a fundação da entidade sindical, realizou-se na Fábrica de Tecidos Carlos Renaux, em maio de 1933.
A greve de maior repercussão na história brusquense teve início em dezembro de 1952, quando operários locais exigiram o cumprimento de determinação do Tribunal Regional do Trabalho, que concedia reposição salarial global em torno de 40%.
A greve teve início às 18 horas do dia 19 de dezembro e alastrou-se entre os trabalhadores de outras indústrias têxteis. Os mais de quatro mil trabalhadores participantes da greve mantiveram-se pacíficos.
Entretanto, os portões das fábricas foram ocupados por policiais armados com metralhadoras. Apesar das limitações impostas pela legislação, os trabalhadores resistiram durante 37 dias.
Autor: Paulo Vendelino Kons


